Por Luciana Chemim
Inspirado em fatos, “Deu Match: A Rainha De Apps De Namoro” narra a história profissional de Whitney Wolfe Herd, cofundadora e vice-presidente de marketing do Tinder e fundadora do Bumble.
O filme relata o entusiasmo e determinação de Wolfe quando, recém-formada, decide correr atrás do sonho de criar algo que pudesse impactar a vida das pessoas.
Buscando espaço na indústria tecnológica, quase totalmente dominada por homens, Wolfe se destaca no lançamento de um dos aplicativos mais populares do mundo.
Entretanto, a trajetória profissional de Wolfe é atravessada pelo machismo estrutural, que se revela de forma perversa ao ser assediada e ameaçada por seu ex-namorado e sócio da empresa, Justin Mateen.
Um filme que mostra fragmentos dos desafios diariamente enfrentados por milhares de mulheres que buscam ocupar seus lugares em posições com poder de decisão.
Evidencia o quanto ainda é necessário desconstruir estereótipos que definem e delimitam papéis de gênero, que fazem do ambiente tecnológico digital um espaço nada neutro, permeado por histórias de luta, resiliência e resistência feminina.
A história de Whitney Wolfe é um sopro de esperança e combustível para que nenhuma mulher se cale diante da intimidação sexista que busca nos desunir, ao tempo em que nos boicota, invisibiliza e violenta.
Todos os dias.
De todas as maneiras.
Em todos os espaços.
Especialmente quando se alcança algum destaque.
Dirigido pela cineasta norte-americana Rachel Lee Goldenberg, “Deu Match: a Rainha de Apps de Namoro” merece ser assistido por trazer ao debate bastidores da toxidade machista que, lamentavelmente, atravessa tanto o meio corporativo quanto instituições públicas e privadas, ainda marcadas pela baixa representatividade feminina.


